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Picos, 01/09/2014

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ARTIGO:

Contexto Histórico de Ataliba, O Vaqueiro.

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* Acadêmicos de Comunicação Social da UESPI Campus de Picos - 30/07/2007

Francisco Gil Castelo Branco nasceu em Livramento, hoje município de José de Freitas – Piauí, no ano de 1848. Filho de Francisco da Cunha e Silva Castelo Branco e Ana Rosa Pereira Teresa do Lago.
Foi diplomata, romancista, jornalista e contista. Formado em Letras (França), residiu no Rio de Janeiro, onde foi colaborador de vários periódicos - Revista Luz, Gazeta Universal e Diário de Notícias.
É o precursor da literatura regional, com a temática sertaneja e o primeiro a retratar o drama da seca no Nordeste. Foi ainda cônsul-geral do Brasil em Assunção (Paraguai) e Marselha (França), onde faleceu em 1891.
 
Francisco Gil no estilo romântico
 
Francisco Gil Castelo Branco, iniciava experiências menos transitórias que as realizadas até então na literatura de folhetim. Escreveu um romance humorístico “A Pérola do Lodo” e um texto de narrativa curta intitulado “Um Figurino”, onde manifesta singular tendência para a prosa de ficção.

 

A partir daí começou o progresso, Francisco Gil era tão requisitado que passou a ser leitura obrigatória nas tirces de folhetins dos principais jornais da época. Era a época dos romances, crônicas e contos.

Segundo M. Paulo Nunes, a literatura da seca, no seu conceito definitivo, coube a Francisco Gil a primeira manifestação conhecida nesse plano.

Os registros sobre os romances cujo tema é a seca nos levam a Rodolfo Paiva, Teófilo, Afonso Arinos, Oliveira Paiva, todos posteriores a Ataliba de Francisco Gil, nos mostrando a importância desta obra, que serviu de alicerce para vários literários.

Formas Estruturais de Ataliba, o Vaqueiro

Ataliba, o Vaqueiro teve seu início sob forma de folhetim (1878) nas páginas do Diário de Notícias (RJ).

A publicação foi bem aceita pelo grande público e agradou a alguns dos mais notáveis críticos da época. A publicação foi financiada inicialmente por uma comerciante que entusiasmou muito com o conto de Francisco Gil Castelo Branco

Francisco Gil reuniu ao volume dois contos: Hermione e Abelardo. A obra foi classificada como conto e tem a estrutura de um romance tradicional. Os dez capítulos desencadeiam o enredo, a narrativa se mantêm de forma linear e a linguagem tem um realismo dramático e ao mesmo tempo enternecente, atrai pela força da expressão vocabular.

O enredo de Ataliba traduz o drama de famílias afetadas pela seca de 1877, tendo por palco Castelo do Piau:
 
“No extremo da Província do Ceará, em terras
do Piauí para as bandas de Marvão, passou-se
esta cena”
 
Os capítulos iniciais da obra “fotografam” o ambiente, mostram a paisagem e traçam o perfil dos principais personagens (Ataliba, Cassange, Deodata, Dionísio).

Na caracterização das personagens há a riqueza de expressões e figuras ligadas à região:

“Ataliba era moço, tinha figura atlética e a fisionomia de franqueza”.
...
Terezinha era morena sedutora. As suas formas, delineando-se em modesta saia de chita. As tranças espessas, escuras e lustrosas como fios negros de seda (...).
...
Cassange era uma figura exótica (...) pequeno e esguio, tinha uma cabeça grande, encarapinhada de cabelos brancos-cinza que lhe desciam pelo rosto alongado (...).
 
Na pincelagem do ambiente, pano de fundo da narrativa o autor provoca situações antagônicas. De um lado a paisagem verde e a alegria da vida campestre e do outro lado a tragédia das secas e o clamor pelo alimento.
 
CAMPINAS VERDES
 
“Campinas verdes, unidas como a face do oceano,
cortavam léguas sobre léguas(...).O solo era coberto
de uma grama virente e macia que nutria grandes
rebanhos por ali pastando a esmo”.
 
CAMPINAS QUEIMADAS
 
“As campinas estavam queimadas e apinhadas
de ossos e arcabouços (...)”.
 
Estes dois trechos mostram o antagonismo presente na obra de Francisco Gil mostrando a paisagem verde e seca do contexto.
 
O Que Representava “Ataliba, o Vaqueiro” Para Francisco Gil
 
Em seu contexto histórico “Ataliba, o Vaqueiro” representava para Francisco Gil Castelo Branco o ambiente, a paisagem e traçavam o sofrimento, as angústias que o homem passava no decorrer da seca e suas perdas caracterizadas pela seca gritante. Ao mesmo tempo em que enfatizava a paisagem verde de excepcional beleza, projetando a alegria popular, mostrando a fartura dos campos e a tranqüilidade do gado no sertão e as divertidas festas no tempo da colheita.
Um paradoxo entre a campina verde e a campina queimada.
   
 
(Algumas informações adquiridas por meio do DICIONÁRIO BIOGRÁFICO VIRTUAL DE ESCRITORES PIAUIENSES, do escritor e pesquisador Adrião Neto).
 
* Redação e pesquisa: Acadêmicos de Comunicação Social da UESPI Campus de Picos, Júlio César Bertoso de Lima, Francilene Gonçalves, Jackelyne Alves, Maria do Socorro Motta, Tatiane e Josilúcia Maria da Silva.

 

 

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yuquina :: yuquina_mara@hotimail.com :: Origem: 200.151.64.158 :: 13/06/2013 :: 14:46:57 | cara essa redação é show da hora muito loco gostei, aplausos

 

 

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